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quarta-feira, 14 de abril de 2010

Manejo espeleológico paulista

A visitação pública de 32 cavernas, localizadas em quatro parques estaduais paulistas, passa a ter um documento que orienta o uso desses patrimônios naturais, sua conservação e também o manejo sustentável. Depois da entrega do Plano de Manejo Espeleológico da Caverna do Diabo, há um mês, agora é a vez de mais 31 cavernas na região do Vale do Ribeira.

Elas se dividem da seguinte maneira: 20 cavernas no Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira (Petar), 10 no Parque Intervales, 1 no Parque Estadual do Rio Turvo. Todas passam a ter definições específicas sobre a visitação, garantindo a prática do turismo sustentável.

Os Planos de Manejo das cavernas foram finalizados após dois anos de estudos, levantamentos e pesquisas, que envolveram mais de 100 especialistas, entre espeleólogos, geógrafos, historiadores, turismólogos, biólogos, arqueólogos, economistas e engenheiros.

Os documentos também trazem alívio à população do Vale do Ribeira. Com essa implementação, cessa a interdição de cavernas feita pelo Ibama e volta o turismo, a principal fonte de renda local. A saber: o Vale do Ribeira abriga todas as cavernas turísticas do Estado de São Paulo.

Ao todo são 404 cavidades, entre elas as duas maiores e mais visitadas do País: a Caverna do Diabo, em Eldorado, e a Gruta de Santana, em Iporanga. Esse patrimônio espeleológico faz com que o Vale tenha a maior concentração de grutas do Brasil.

“O mais interessante nesse trabalho foi o espírito de participação, o trabalho integrado de equipes com formações tão variadas, que juntas elaboraram esses 32 Planos de Manejo (incluindo o da Caverna do Diabo). Não existe no mundo relato de um trabalho semelhante a esse que fizemos”, destaca José Amaral Wagner Neto, diretor da Fundação Florestal.

Detalhe: durante a elaboração dos Planos de Manejo, as equipes ainda descobriram 10 novos sítios arqueológicos e novas espécies de fauna.

Existe a possibilidade de ser lançado um roteiro interligando o Petar, Intervales e o Rio do Turvo em uma trilha de 250 quilômetros de extensão. A Fundação Florestal pretende inaugurar os 150 primeiros quilômetros desse trajeto até o final deste ano.

FONTE:SMA-SP

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